05 dezembro, 2006
Freesco e Debian no seu Windows

Já falei nas qualidades impressionantes que o VM-Player da VMware permite fazer. Como efeito visual interessante podem ver o meu computador pessoal a correr 2 máquinas Linux: uma distribuição Debian Sarge (em cima) e uma máquina Freesco (em baixo).
A box Debian está preparada com X (nesta foto apenas vêem os logs e terminais de texto) e tenho lá Openwebmail a funcionar como agregador de POP3. A máquina virtual está equipada com placa de som e leitor de disquetes.
A máquina virtual Freesco está equipada com leitor de CDs e apenas uma placa de rede (teria mais interesse usar duas placas para poder simular o routing de 2 redes, mas assim também simula uma leased line). Tem cerca de 500 Mb em dois discos, sendo o segundo disco utilizado como servidor de desenvolvimento para aplicações da libc-5 utilizada pelo Freesco. Fiz o fine-tunning desta máquina, alterando a ramdisk que vem no Freesco v032 e o Kernel -- para suportar nativamente ext2, desmontar os discos de forma limpa (mount /dev/hda1 /mnt/bootdev -n -o ro,remount é executado no rc_shutdown) e sobretudo detectar os discos e partições convenientemente. Artilhei o Kernel para suportar nfs (como cliente) e qual o meu espanto, funcionou à primeira. O Samba-client não funcionou, deduzo que por limitação da aplicação 2.0.x (ou da aplicação pela utilização que faz das primitivas do Kernel). Finalmente, a ramdisk ficou de facto algo espaçosa (adicionei o tftp-client e o e2fsck -- sempre útil e chamado aquando do arranque, para verificar a consistência dos file-systems). Portanto, ultrapassei o dogma do Freesco: caber numa disquete. Mas não me importo: as disquetes são objectos do século passado, e o meu próximo passo é pôr o Freesco num CD-bootable (já vi que funciona, mas falta knoppixar esta distro de forma algo profunda.) É que mesmo com um Kernel tão antigo, com os módulos apropriados (e isto consegue ser uma dôr de cabeça -- os módulos foram recompilados para o Kernel 2.0.39) uma série de possibilidades se abrem para arrancar com o sistema: a mais básica é usar o próprio snarf (ftp://local-net.somewhere/main-parts.tgz) para descarregar os binários vitais, evitando a utilização de um disco. Passaria a correr tudo a partir de memória, o que é bom para quem tenha preocupações de consumo de electricidade. A mais consistente parece-me ser o tftp, uma vez que exige menos parâmetros de configuração (nem sequer é preciso password para descarregar a tralha necessária para a máquina arrancar.)
Experimentem correr estas 2 máquinas no vosso computador, ficarão espantados ao verificar que o ambiente Windowzed corre perfeitamente em paralelo (embora o balanceamento entre as máquinas em termos de carga relativa dependa fortemente das aplicações que lá correm -- isto é substancialmente pior do que o User-mode Linux, mas, por outro lado, muito mais rápido de pôr a funcionar consistentemene.)
O melhor da simplicidade do Freesco: no ambiente controlado das máquinas virtuais os developers de Freesco poderão mais facilmente testar as suas aplicações e pacotes sem danificar o router original, ou ter que correr uma máquina com Zipslack (que é um pouco penoso).
Em contraste com esta simplicidade, aconselho vivamente a darem uma espreitadela na fabulosa distribuição Debian Sarge, que é o paraíso para todos os administradores de sistema -- poupa tempo na configuração e updates de segurança. E porque tempo é dinheiro, é uma mais valia ter estas duas distros tão catitas a correr ao mesmo tempo. Para os seguidores de Linux, como eu.
